VA Advocacia — Como planejar o caixa do escritório
Vitória Aparecida Advocacia

Como o escritório transforma
trabalho em dinheiro no banco

Sem fórmula assustadora. Uma ideia de cada vez.
É só rolar a tela para baixo. 👇

role para baixo
🌱

Calma — você vai entender tudo.

A gente começa do começo e sobe um degrau de cada vez. No final, quando alguém falar em "meta de faturamento", você vai saber exatamente de onde esse número vem.

🎯

Para que serve uma empresa?

Para entregar um serviço e receber por ele.

Com um segredo simples: o que se gasta para entregar precisa ser menor do que o que se recebe do cliente. A diferença é o que sobra.

isso tem um nome

Esse "que sobra" é o caixa

Caixa é o dinheiro que de fato fica na conta do escritório no fim do mês — depois de pagar absolutamente tudo.

É como a sua carteira no fim do mês, depois de pagar todas as contas. O que restou é o caixa. É o objetivo de todo o resto.

os custos, um por um

Para receber, primeiro é preciso gastar

Alguém traz os clientes, alguém atende, alguém faz o serviço. Vamos ver cada custo — devagar.

continue
📣

1. Aparecer para quem precisa

Para uma pessoa que precisa de advogado encontrar o escritório, investimos em mídia: Google, YouTube, redes, outdoor. Esse dinheiro tem um nome: orçamento de mídia.

R$ 10.000

por mês, investidos nos canais

🧑‍💻

2. Quem cuida das campanhas

Alguém precisa criar e gerenciar essa mídia: o time de marketing.

R$ 4.000 de salário fixo + 5% sobre os valores de entrada dos contratos (uma comissão por resultado).

🤝

3. Quem atende e fecha

Quando o cliente aparece, alguém conversa e fecha o contrato: o time de vendas.

R$ 2.000 fixo + 10% sobre tudo o que cada vendedor vender no mês.

⚖️

4. Quem faz o serviço jurídico

E quem advoga de verdade? Os advogados que entregam o serviço.

Um advogado sênior (R$ 4.000) e 2 advogados júnior (R$ 2.000 cada).

💻

5. O que faz tudo funcionar

Sistemas que sustentam o dia a dia: o CRM (Kommo), o site, as ferramentas. É o custo de tecnologia.

R$ 500
🏠

6. Onde o escritório funciona

O espaço físico do escritório — a sala e as contas do lugar. É o aluguel, que chega todo mês independente de quantos clientes apareceram.

R$ 4.000
isso tem um nome

7. O pagamento da sócia pelo trabalho

A sócia que administra e decide os rumos do escritório também precisa ser paga pelo trabalho dela. Esse pagamento se chama pró-labore — é o "salário" dela.

R$ 6.000
somando tudo

As contas que chegam todo mês

📣 MídiaR$ 10.000
🧑‍💻 Marketing (fixo)R$ 4.000
🤝 Vendas (fixo)R$ 4.000
⚖️ AdvogadosR$ 8.000
🏠 AluguelR$ 4.000
💻 TecnologiaR$ 500
👔 Pró-laboreR$ 6.000
Custo fixo totalR$ 36.500

Chega com ou sem cliente novo. Por isso o nome: custo fixo.

💰

Cobrir os custos não basta

O escritório precisa que sobre um pouco — para ter fôlego, crescer e aguentar imprevistos. Esse "sobrar" chama-se margem de lucro líquido.

Num negócio de serviço, uma meta saudável é 10%: de cada R$ 100 que entram, R$ 10 ficam guardados no caixa.

o poder do que sobra

Esses 10% viram uma montanha de caixa

Mês após mês, ano após ano, a margem que sobra se acumula na conta da empresa. Foi assim que as maiores do mundo construíram reservas gigantescas — guardando o que sobra.

veja os números
reserva de caixa hoje · em US$ bilhões

O caixa acumulado dos gigantes

🍎 Apple
US$ 132 bi
🔎 Google
US$ 98 bi
🪟 Microsoft
US$ 95 bi
📦 Amazon
US$ 94 bi
📘 Meta
US$ 82 bi
🎬 Netflix
US$ 9 bi

Caixa + aplicações financeiras, balanços de 2025. O princípio é o mesmo do nosso escritório: o que sobra, guardado, vira fôlego para crescer e atravessar crises.

cuidado para não confundir

"10% de lucro" não é o que a sócia ganha

São duas coisas diferentes — e misturá-las assusta à toa:

Pró-labore
R$ 6.000
O salário da sócia pelo trabalho dela. Já está nos custos e cai todo mês, tendo lucro ou não.
Lucro de 10%
dividendos
O que sobra da empresa. Vem por cima do pró-labore e pode ser distribuído (dividendos) ou reinvestido.

Ou seja: 10% de margem não é "tudo o que eu ganho". É o que a empresa gera além de já pagar a sócia todo mês.

a virada da chave

A meta de faturamento não é um chute

Ela é uma conta: quanto preciso receber para cobrir todos os custos (e uma parte que vai para impostos e comissões) e ainda guardar os 10%?

Se nada fosse parcelado, daria por volta de:

R$ 48 mil /mês

Mas falta um detalhe importante sobre como e quando o dinheiro entra...

🧾

O cliente não paga tudo de uma vez

Parte entra na hora — a entrada (à vista). O resto é parcelado, como um crediário.

À vista (entrada)
40%
cai na conta no fechamento
A prazo
60%
em 6 parcelas, mês a mês

Ou seja: o dinheiro do contrato não cai todo no mês. Ele pinga ao longo do tempo.

isso tem um nome

E tem quem não paga as parcelas

Alguns clientes prometem pagar o parcelado e somem. Esse "calote" tem um nome: inadimplência.

Vamos contar com 10% de inadimplência sobre a parte parcelada. É dinheiro que esperávamos receber e não entra.

recalculando com tudo

A meta sobe para compensar

Se parte é parcelada e parte vira calote, a meta precisa ser um pouco maior para ainda cobrir tudo e sobrar 10%:

R$ 51.385 /mês
Sendo de entrada
R$ 20.554
à vista, todo mês
E a prazo
R$ 30.831
parcelas de R$ 5.138
falta uma peça: o tempo

Já sabemos a meta. Mas e os primeiros meses?

O dinheiro não chega todo no mês em que o contrato é fechado. Vamos entender isso com calma — é mais simples do que parece.

vamos lá

Pense em um contrato fechado hoje

A entrada cai agora. As 6 parcelas? Pingam uma por mês, ao longo dos próximos 6 meses.

Entrada
agora
parcela
mês +1
parcela
mês +2
parcela
mês +3
parcela
mês +4
parcela
mês +5
parcela
mês +6

Então o dinheiro de um contrato leva 7 meses para entrar inteiro.

1️⃣

No 1º mês, só existe a entrada

Por quê? Porque ainda não houve meses anteriores para deixar parcelas pingando agora.

As parcelas que entrariam neste mês viriam de contratos fechados antes — e esses contratos antigos ainda não existem. Então, no começo, só entra a entrada dos contratos novos.

o que é "carteira"

Mês a mês, a carteira engorda

Carteira é o conjunto de contratos que ainda estão pagando parcelas. É como um pomar: você planta uma árvore por mês, e cada uma só dá frutos nos meses seguintes.

0
Mês 1
1
Mês 2
2
Mês 3
3
Mês 4
4
Mês 5
5
Mês 6
6
Mês 7

Quantos grupos de parcelas pingam ao mesmo tempo. Só no mês 7 a carteira fica "cheia": 6 grupos pagando juntos.

Mas as contas chegam cheias desde o 1º dia

Enquanto a carteira ainda está pequena, o escritório já paga todos os R$ 36.500 de custo, todo mês.

Resultado: nos primeiros meses, sai mais do que entra. É esperado — e temporário.

Os primeiros meses dão prejuízo

Como as parcelas ainda são poucas e os custos já são cheios, o resultado de cada mês começa negativo. A partir do 6º–7º mês a carteira amadurece e o negócio passa a dar lucro.

Resultado de cada mês — vermelho = prejuízo, verde = lucro.

a pergunta certa

Então, quanto preciso ter na conta?

Quanto de dinheiro guardado é preciso para sustentar a empresa durante esse período inicial de prejuízo — até ela começar a se pagar?

a resposta
a resposta

É só olhar o vale da curva

A curva de queima de caixa soma o prejuízo de cada mês. O ponto mais fundo — o vale — é o total que você precisa para cobrir todo o prejuízo enquanto o negócio ainda não se paga.

Cada ponto é o dinheiro acumulado na conta, mês a mês — o fundo é o pior momento.

a dinâmica por dentro

O vale em números

Passe o mouse sobre cada ponto e veja o detalhe daquele mês: entrada, parcelas, saídas e lucro do mês.

Pior prejuízo mensal
−R$ 20.684
Fundo do vale (prej. acum.)
−R$ 60.896
Vira lucro / payback
Mês 6 / 19

Caso-base em 24 meses. O lucro de cada mês começa negativo e estabiliza em ~10% quando a carteira amadurece.

🏦

O fundo do vale: o quanto você precisa

É exatamente o tamanho do buraco — quanto você precisa ter para sustentar o escritório até ele começar a se pagar:

R$ 60.896

E dá para saber o resto: o caixa para de cair no mês 6 e o investimento é recuperado por volta do mês 19.

🤝

É isso que você pede ao banco ou ao investidor

Esse valor do fundo do vale é o que você normalmente capta para alavancar o negócio. Com este número na mão, você chega ao banco ou ao investidor e diz:

“Preciso de R$ 60 mil para sustentar o escritório até o 7º mês. A partir daí ele se paga e gera lucro — e eu te devolvo esse valor em parcelas mensais.”

É assim, mais ou menos, que se capta capital para um negócio.

o plano em uma frase

Tudo se conecta

Para o escritório rodar saudável, a meta é ~R$ 51 mil/mês em contratos (sendo ~R$ 20,5 mil de entrada), e é preciso ~R$ 61 mil para financiar a largada — que se paga em pouco mais de um ano.

a escada que subimos

Você entendeu um plano de negócio 🎉

1Caixa é o que sobra na conta depois de pagar tudo.
2Custo fixo são as contas de todo mês — somam R$ 36.500.
3Margem de 10% é o lucro da empresa (≠ pró-labore da sócia).
4Meta de receita é calculada para cobrir custos + margem.
5À vista, a prazo e inadimplência sobem a meta para R$ 51.385.
6Vale do caixa mostra o investimento (R$ 60.896) e quando ele volta.
🧮

Agora é a sua vez

Logo abaixo está a calculadora ao vivo. Mude qualquer número — custos, % de entrada, inadimplência, caixa que você já tem — e veja a meta e a projeção se ajustarem na hora.

role para usar
ferramenta editável

Calculadora de meta e projeção

Dados de entrada

Custos fixos mensais (R$)
Total custo fixo
Modelo de negócio
%
x
%
Custos variáveis & meta
%
%
%
%
Posição inicial (hoje)
R$
R$
Projeção
m
Custo variável total
imposto + comissões
Breakeven (receita/mês)
margem zero
Meta receita/mês
já cobre inadimplência
Faturamento anual
meta × 12
Meta entrada/mês
à vista
Meta a prazo/mês
parcela:
Lucro líquido/mês
empresa (≠ pró-labore)
Perda inadimplência/mês
a prazo que não entra
Impostos + comissões/mês
regime estável
Investimento necessário
fundo do vale
Resultado positivo
para de queimar caixa
Payback
recupera o investimento

Caixa acumulado — o vale

Totais da projeção (no horizonte escolhido)

Recebido em entrada
Recebido em parcelas
Total de saídas
Lucro líquido acum.
% lucro líquido
Caixa acumulado (fim)
Fundo do vale
Maior prejuízo mensal

Projeção mês a mês

MêsSafrasCaixa entra(-) Imp.(-) Com.(-) FixoResultadoAcumulado
dados reais · Google Ads via Pipeboard

As estatísticas da conta (126 dias)

Base da projeção de mídia — período fev a jun/2026.

IndicadorMínMédiaMedianaMáxDesvioVariância
CTR1,82%4,48%4,35%10,15%1,201,45
CPMR$ 48R$ 163R$ 131R$ 1.13811914.113
Conversão GAds (clique→lead)2,4%21,8%19,2%50%8,8377,9

A projeção usa a mediana (mais robusta a dias atípicos). Nomenclatura do funil: CTR (impr→clique) → Connect Rate (clique→visitante) → TXC (visitante→lead) → WR (lead→venda). O Connect Rate não é métrica do Google Ads (exige GA4); a conversão medida acima = Connect Rate × TXC.

do financeiro para a mídia

Funil de mídia: do budget à receita

Espelhado da calculadora

Mídia — Google Ads (mediana)

%
R$
%
%

Negócio

%
R$
Expectativa por semana
%
%
%
%
CTR
clique / impressão
CPM
custo / 1000 impr.
TXC
visitante→lead
WR (Win Rate)
lead→venda
Impressões / mês
budget ÷ CPM × 1000
Cliques / mês
impressões × CTR
Visitantes / mês
TXC:
Leads / mês
visitantes × TXC
CPL efetivo
budget ÷ leads
Contratos / mês
leads × WR
Receita bruta / mês
contratos × ticket
ROAS bruto / entrada
receita ÷ budget

Funil por semana

Sem.%Invest.Impr.CTRCliquesConnectVisit.TXCLeadsCPLContr.WRÀ vistaA prazo