Sem fórmula assustadora. Uma ideia de cada vez.
É só rolar a tela para baixo. 👇
A gente começa do começo e sobe um degrau de cada vez. No final, quando alguém falar em "meta de faturamento", você vai saber exatamente de onde esse número vem.
Para entregar um serviço e receber por ele.
Com um segredo simples: o que se gasta para entregar precisa ser menor do que o que se recebe do cliente. A diferença é o que sobra.
Caixa é o dinheiro que de fato fica na conta do escritório no fim do mês — depois de pagar absolutamente tudo.
É como a sua carteira no fim do mês, depois de pagar todas as contas. O que restou é o caixa. É o objetivo de todo o resto.
Alguém traz os clientes, alguém atende, alguém faz o serviço. Vamos ver cada custo — devagar.
Para uma pessoa que precisa de advogado encontrar o escritório, investimos em mídia: Google, YouTube, redes, outdoor. Esse dinheiro tem um nome: orçamento de mídia.
por mês, investidos nos canais
Alguém precisa criar e gerenciar essa mídia: o time de marketing.
R$ 4.000 de salário fixo + 5% sobre os valores de entrada dos contratos (uma comissão por resultado).
Quando o cliente aparece, alguém conversa e fecha o contrato: o time de vendas.
R$ 2.000 fixo + 10% sobre tudo o que cada vendedor vender no mês.
E quem advoga de verdade? Os advogados que entregam o serviço.
Um advogado sênior (R$ 4.000) e 2 advogados júnior (R$ 2.000 cada).
Sistemas que sustentam o dia a dia: o CRM (Kommo), o site, as ferramentas. É o custo de tecnologia.
O espaço físico do escritório — a sala e as contas do lugar. É o aluguel, que chega todo mês independente de quantos clientes apareceram.
A sócia que administra e decide os rumos do escritório também precisa ser paga pelo trabalho dela. Esse pagamento se chama pró-labore — é o "salário" dela.
Chega com ou sem cliente novo. Por isso o nome: custo fixo.
O escritório precisa que sobre um pouco — para ter fôlego, crescer e aguentar imprevistos. Esse "sobrar" chama-se margem de lucro líquido.
Num negócio de serviço, uma meta saudável é 10%: de cada R$ 100 que entram, R$ 10 ficam guardados no caixa.
Mês após mês, ano após ano, a margem que sobra se acumula na conta da empresa. Foi assim que as maiores do mundo construíram reservas gigantescas — guardando o que sobra.
Caixa + aplicações financeiras, balanços de 2025. O princípio é o mesmo do nosso escritório: o que sobra, guardado, vira fôlego para crescer e atravessar crises.
São duas coisas diferentes — e misturá-las assusta à toa:
Ou seja: 10% de margem não é "tudo o que eu ganho". É o que a empresa gera além de já pagar a sócia todo mês.
Ela é uma conta: quanto preciso receber para cobrir todos os custos (e uma parte que vai para impostos e comissões) e ainda guardar os 10%?
Se nada fosse parcelado, daria por volta de:
Mas falta um detalhe importante sobre como e quando o dinheiro entra...
Parte entra na hora — a entrada (à vista). O resto é parcelado, como um crediário.
Ou seja: o dinheiro do contrato não cai todo no mês. Ele pinga ao longo do tempo.
Alguns clientes prometem pagar o parcelado e somem. Esse "calote" tem um nome: inadimplência.
Vamos contar com 10% de inadimplência sobre a parte parcelada. É dinheiro que esperávamos receber e não entra.
Se parte é parcelada e parte vira calote, a meta precisa ser um pouco maior para ainda cobrir tudo e sobrar 10%:
O dinheiro não chega todo no mês em que o contrato é fechado. Vamos entender isso com calma — é mais simples do que parece.
A entrada cai agora. As 6 parcelas? Pingam uma por mês, ao longo dos próximos 6 meses.
Então o dinheiro de um contrato leva 7 meses para entrar inteiro.
Por quê? Porque ainda não houve meses anteriores para deixar parcelas pingando agora.
As parcelas que entrariam neste mês viriam de contratos fechados antes — e esses contratos antigos ainda não existem. Então, no começo, só entra a entrada dos contratos novos.
Carteira é o conjunto de contratos que ainda estão pagando parcelas. É como um pomar: você planta uma árvore por mês, e cada uma só dá frutos nos meses seguintes.
Quantos grupos de parcelas pingam ao mesmo tempo. Só no mês 7 a carteira fica "cheia": 6 grupos pagando juntos.
Enquanto a carteira ainda está pequena, o escritório já paga todos os R$ 36.500 de custo, todo mês.
Resultado: nos primeiros meses, sai mais do que entra. É esperado — e temporário.
Como as parcelas ainda são poucas e os custos já são cheios, o resultado de cada mês começa negativo. A partir do 6º–7º mês a carteira amadurece e o negócio passa a dar lucro.
Resultado de cada mês — vermelho = prejuízo, verde = lucro.
Quanto de dinheiro guardado é preciso para sustentar a empresa durante esse período inicial de prejuízo — até ela começar a se pagar?
A curva de queima de caixa soma o prejuízo de cada mês. O ponto mais fundo — o vale — é o total que você precisa para cobrir todo o prejuízo enquanto o negócio ainda não se paga.
Cada ponto é o dinheiro acumulado na conta, mês a mês — o fundo é o pior momento.
Passe o mouse sobre cada ponto e veja o detalhe daquele mês: entrada, parcelas, saídas e lucro do mês.
Caso-base em 24 meses. O lucro de cada mês começa negativo e estabiliza em ~10% quando a carteira amadurece.
É exatamente o tamanho do buraco — quanto você precisa ter para sustentar o escritório até ele começar a se pagar:
E dá para saber o resto: o caixa para de cair no mês 6 e o investimento é recuperado por volta do mês 19.
Esse valor do fundo do vale é o que você normalmente capta para alavancar o negócio. Com este número na mão, você chega ao banco ou ao investidor e diz:
“Preciso de R$ 60 mil para sustentar o escritório até o 7º mês. A partir daí ele se paga e gera lucro — e eu te devolvo esse valor em parcelas mensais.”
É assim, mais ou menos, que se capta capital para um negócio.
Para o escritório rodar saudável, a meta é ~R$ 51 mil/mês em contratos (sendo ~R$ 20,5 mil de entrada), e é preciso ~R$ 61 mil para financiar a largada — que se paga em pouco mais de um ano.
Logo abaixo está a calculadora ao vivo. Mude qualquer número — custos, % de entrada, inadimplência, caixa que você já tem — e veja a meta e a projeção se ajustarem na hora.
| Mês | Safras | Caixa entra | (-) Imp. | (-) Com. | (-) Fixo | Resultado | Acumulado |
|---|
Base da projeção de mídia — período fev a jun/2026.
| Indicador | Mín | Média | Mediana | Máx | Desvio | Variância |
|---|---|---|---|---|---|---|
| CTR | 1,82% | 4,48% | 4,35% | 10,15% | 1,20 | 1,45 |
| CPM | R$ 48 | R$ 163 | R$ 131 | R$ 1.138 | 119 | 14.113 |
| Conversão GAds (clique→lead) | 2,4% | 21,8% | 19,2% | 50% | 8,83 | 77,9 |
A projeção usa a mediana (mais robusta a dias atípicos). Nomenclatura do funil: CTR (impr→clique) → Connect Rate (clique→visitante) → TXC (visitante→lead) → WR (lead→venda). O Connect Rate não é métrica do Google Ads (exige GA4); a conversão medida acima = Connect Rate × TXC.
| Sem. | % | Invest. | Impr. | CTR | Cliques | Connect | Visit. | TXC | Leads | CPL | Contr. | WR | À vista | A prazo |
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